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Márcia De Fátima Teixeira



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O Que é Hipospádia
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Hipospádia

Perguntas mais freqüentes

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1 - O que é Hipospádia?

  É uma malformação congênita, caracterizada pela abertura anormal do orifício por onde sai a urina (meato urinário), em diferentes locais na parte de baixo (face ventral) do pênis, ou mais raramente na bolsa escrotal.
Na maioria dos casos é acompanhada por uma alteração da pele (prepúcio) que recobre a glande (cabeça do pênis), sendo que o prepúcio que passa a ter o formato de um capuz.
Em alguns casos, ao ficar ereto o pênis apresenta curvatura para baixo, em direção à bolsa escrotal.

2 - É freqüente os meninos nascerem com hipospádia?

  A hipospádia ocorre em até 1: 500 da população masculina. Dentre os meninos que nascem com hipospádia 75% deles terão as formas distais, cujo tratamento cirúrgico é menos complicado, com maior probabilidade de sucesso na primeira cirurgia.


Em 12 a 20% dos pacientes temos antecedentes familiares de hipospádia.
Aproximadamente 10% dos meninos com Hipospádia também terão testículos fora da bolsa escrotal (Criptorquia), necessitando investigação diagnóstica e tratamento cirúrgico.
Também é freqüente a ocorrência de Hérnias inguinais.

3 - Quais são as causas da Hipospádia ?

  Esta malformação ocorre por múltiplos fatores, podendo ser genético (Ex.: Sindrome de Reifenstein) e/ou hormonal (Exemplo: deficiência da enzima "5-alfa-redutase", ou deficiência de receptores hormonais a nível celular do pênis).
O encurvamento distal persistente (chordee) é devido a falta de desenvolvimento normal do corpo esponjoso que envolve a uretra.

4 - Se nós tivermos outro filho, quais as possibilidades
de eles também nascerem com hipospádia?

  A possibilidade de outro irmão vir a ter hipospádia pode ser de até 30 vezes maior do que na população em geral.

5 – Qual é o tratamento ideal para a Hipospádia ?

  O tratamento começa logo após o nascimento, evitando a circuncisão, pois o prepúcio (pele que recobre o pênis) é essencial para a reconstrução do pênis. Em alguns casos selecionados há necessidade de tratamento hormonal pré-operatório.
Na maioria dos casos o tratamento cirúrgico é realizado numa única cirurgia, com hospitalização mínima após minuciosa explicação para a família (e para o paciente, se ele tiver mais de 2 anos). A idade ideal para a cirurgia é entre os 6 e 18 meses de vida, diminuindo o risco de trauma emocional.
Esta correçào cirúrgica é tecnicamente difícil, e deve ser realizada por cirurgiões com grande experiência. Existem mais de 300 técnicas cirúrgicas descritas para correção das diversas variantes de hipospádia, e a escolha da técnica mais adequada dependerá do tipo de hipospádia que o seu filho apresenta, e da experiência do cirurgião.

6 - Quais os benefícios do tratamento cirúrgico,
isto é, por que é necessária a cirurgia ?

  O tratamento cirúrgico visa :
  • Permitir que o paciente urine de pé.
  • Melhora estética
  • Evitar as conseqüências psicológicas de órgãos genitais malformados
  • Permitir que no futuro tenha função sexual normal.

7- Não precisa fazer alguns exames antes da cirurgia ?

  Nos meninos que tiveram infecção urinária no 1º ano de vida ou que tem a forma proximal de hipospádia serão pesquisadas as malformações urinárias associadas, no mínimo com uma ecografia abdominal e um Rx da bexiga denominado Uretrocistografia Miccionnal.
Em todos os pacientes serão realizados exames laboratoriais de rotina no pré-operatório para confirmar que o seu filho está em boas condições clínicas para a cirurgia.
O pediatra o avaliará e confirmará que ele apresenta boas condições clínico-laboratoriais para a cirurgia.
Uma avaliação pré anestésica na tarde do dia anterior à cirurgia servirá para orientar os pais, e confirmar que a criança tem condições anestésicas satisfatórias.

8- E quais são as complicações mais freqüentes ?

 
  • 20 – 40% necessitam reoperações, por vazamentos (fístula), estreitamentos (estenose) ou necrose na nova uretra.
  • Infecções urinárias
  • Alterações psicológicas (insegurança, baixa-estima, ....)

As cirurgias complementares para correção destas complicações deverão ser feitas com intervalo entre elas de no mínimo 6 a 9 meses.
O resultado estético definitivo lembra o de uma circuncisão, e só ocorre após 12 meses da cirurgia, mas sofre alterações, melhorando seu aspecto durante a puberdade. Os meninos frequentemente preferem dizer que foram circuncidados, "operados de fimose".

9 - Como os pais podem preparar o filho para a cirurgia ?

  a) Em primeiro lugar os pais devem receber do cirurgião orientações que lhes permitam conhecer como será realizada a cirurgia, para que eles se sintam seguros e possam transmitir esta segurança para seu filho.

b) NÃO MENTIR , NEM ESCONDER do paciente o que será realizado, mas também não entrar em detalhes que ele não possa compreender, ou que possam assusta-lo. Exemplo: evitar o uso das palavras "cortar", "tirar fora", ...

c) Mostrar para o paciente as VANTAGENS da cirurgia que ela compreende. Exemplo: poderá urinar de pé sem molhar o tênis, facilitará a higiene do pênis, ficará com o pênis parecido com o do parente ou amigo que foi circuncidado ou operado de fimose.

d) DIMINUIR o "medo do desconhecido" - demonstrando amor, segurança, respondendo honestamente todas as perguntas feitas, e levando-o, se possível, a visitar e conhecer antecipadamente o hospital onde será realizado a cirurgia.

10 - Os pais podem assistir a cirurgia ?

  Nos meninos acima de 6 a 12 meses de idade é importante que um dos familiares permaneça junto até que ele durma, para que o paciente se sinta confiante. Em alguns hospitais é permitida e incentivado a permanência do pai e/ou da mãe ao lado da criança durante a indução anestésica.

Durante o ato cirúrgico no entanto não é permitido, por não ser necessário, para diminuir os risco de infecção, e evitar transtornos a rotina da sala cirúrgica.

Na Sala de Recuperação Pós-Anestésica, os pais podem e devem permanecer ao lado do filho, tranqüilizando-o, e auxiliando-o a se alimentar após estar bem acordado.

No quarto, se necessário a internação hospitalar, os pais devem permanecer com o filho, e ele pode receber visitas dos parentes e amigos.

11 - Como é feita a cirurgia ?
  Nas formas mais distais o tratamento cirúrgico poderá ser feita de Ambulatório. Isto quer dizer que o paciente não precisa ficar internado, não precisa dormir, passar a noite num quarto do hospital, evitando assim uma maior separação do ambiente familiar, e diminuindo os riscos de infecção hospitalar, e os custos da cirurgia.

Quanto a técnica cirúrgica, e o local da incisão cirúrgica, isto varia conforme a idade do paciente, o tipo de hipospádia, e a experiência do cirurgião.

12 - E a anestesia, é local ou geral ?

  Na infância, e mesmo na adolescência, se prefere a anestesia geral, geralmente precedido pelo uso de um sedativo e de um analgésico, pois
  • Evita que o paciente assista, participe e se assuste durante o ato cirúrgico.
  • Evita a dor das "picadas" de agulha e da introdução do anestésico local.
  • Permite que o paciente permaneça quieto, sem se movimentar durante a cirurgia .
  • O paciente não se lembrará de nada que ocorre na sala de cirurgia, não tendo portanto nenhum trauma psicológico.
  • Por ser muito seguro (risco de complicações severas inferior a 1 em cada 5.000 anestesias, e risco de óbito ao redor de 1 em cada 200.000 anestesias).

13 - E depois da cirurgia, quantos dias
a criança necessita faltar a aula ?

  As crianças, se possível, são operadas numa quinta ou sexta-feira, e frequentemente podem retornar as aulas na segunda-feira, mas com a recomendação de que evitem exercícios físicos que possam traumatizar a região cirúrgica por 2 a 3 semanas (Exemplos: - "lutas", jogar bola, andar de bicicleta, "skate", patins, "rollers",...).

Se for necessário a utillização de sonda vesical nos primeiros 7 a 10 dias, o paciente pode permanecer em casa até a retirada desta sonda.

 

Bibliografia

  1. "Cirurgia Pediátrica" – Maksoud, J. G. e colaboradores – 1998 – editora RevinteR
  2. "Clinical Pediatric Urology" – Kelalis,P.P.; King, L.R. e Belman, A. B. – 3ª edição – 1992 – B. Saunders
  3. "Pediatric Surgery"- Ashcraft, Keith e Holder, Thomas e colaboradores – 2.000 – Saunders
  4. "Pediatric Urology"- O’Donnell, B.; Koff, S. A. e colaboradores – 3ª edição – 1997 – Butterworth
  5. "Diagnóstico Cirúrgico para o pediatra" – Leite, C. S. e colaboradores - 1999 – editora RevinteR
  6. "Tratado de Pediatria" - Nelson, W.E. e cols. 15ª edição - 1997 - Guanabara-Koogan

DR. LIONEL LEITZKE e-mail: lionel@uroped.com.br
Consultório: rua Mostardeiro 157 - conj. 406
90430-001 - Porto Alegre - RS - Brasil
fone: (0xx51) 3222-4227 - fax: (0xx51) 3346-2907
Cirurgião Pediátrico Geral e Urologista Pediátrico


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Comentários
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Escrito por: Leandro Augusto | 11/01 17:36

hipospadia
qual o tipo de hipospadia que ele tem? meu filho teve hipospadia proximal,o canal da urina ela no meio do saco dele,foi preciso retirar um pedaço da pele de dentro da boca dele para fazer o canal, ficou com uma sonada no canal e uma na barriga durante 1 mes.mas graças a deus deu certo não precisou fazer mais cirurgia,olha depende muito do Médico que esta operando seu filho e da técnica de cirurgia ,porque hoje em dia tem varias tecnicas pra esse tipo.meu filho fez a correção tinha 1 ano e 6 meses hoje ele esta com 9 anos e vai completar 10,nuca teve infecção urinaria ,faz xixi normal,so ficou com uma pequena fistula mas vai fazero fechamento agora com 10 anos é coisa simples,O médico dele disse que é normal aparecer fistula.vc disse que ele ficou com sonda so seis dias,não entendo muito mas acho que foi muito pouco tempo,porque a sonda é pra ajudar a cicatrizar o local e não passar xixi ate ficar bom,o meu usou durante um mes so depois retirou.procure outro especialista na area e tire suas duvidas com ele,porque fui em varios e cada um dizia uma coisa , um me disse que teria de fazer cinco cirurgias de correção , e o outro fez uma so é ficou perfeito.Peça a jesus jesus que coloque no seu caminho um médico pra fazer essa cirurgia e não precisar de fazer mais nenhuma,porque eles sofrem muito e nos que somos mãe sofremos com eles.Torço pra que tudo de certo com seu filho.abraços
Escrito por: Márcia de fátima Teixeira | 09/03 13:50

hipospadia
oi,teno um filho que tem hipospadia e ja operou 3 vezes,todas deram vazamento,ele tem 4 anos,ira tornar fazer a cirrirgia de correcao,quais sao as chances dessa agora dar certo?ele depois que poerou ficou 06 dias com uma sonda para tornar dilatar o canal.Muito obrigada.agurdo resposta de algum especialista nesse caso
Escrito por: leidy | 09/03 2:59


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